A CIÊNCIA QUE TRANSFORMOU A PEGUÁRIA BRAASILEIRA EM UMA POTECIA GLOBAL
A ciência que transformou a pecuária brasileira em potência global
Programa da Embrapa de melhoramento genético de gado de corte, o Geneplus, completa 30 anos; nesse período produção de carne do Brasil cresceu quase 150%
Juliana Camargo, da CNN Brasil, São Paulo23/08/26 às 07:41 | Atualizado 23/08/26 às 07:41
Uma parceria público privada, que começou em 1996 para oferecer assessoria técnica especializada a produtores de duas raças, em três estados, se transformou em um pilar fundamental para o crescimento e eficiência da pecuária nacional. O Programa Embrapa de Melhoramento de Gado de Corte, o Geneplus, completa 30 anos.
Nessas três décadas a pecuária nacional passou de uma atividade marcada por investimentos limitados em manejo, nutrição e genética para uma potência global.
Segundo Maury Dorta, supervisor das raças taurinas do programa, o investimento em genética é, antes de tudo, uma estratégia de eficiência: “fazer seleção é muito barato; caro é deixar de utilizar a genética a seu favor na produção”.Play Video
A evolução do Geneplus reflete a modernização da pecuária
O trabalho feito no campo, com acasalamentos direcionados e orientação técnica, fez a produção de carne o Brasil saltar quase 150% em 30 anos. Enquanto o tamanho do rebanho avançou 40%.
O dado do Beef Report, organizado pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), mostra o avanço na produtividade. Um animal produz muito mais carne hoje e em menor tempo. E os programas de melhoramento genético, como o Geneplus, se tornaram ferramentas essenciais para esse ganho.
O da Embrapa atende atualmente cerca de 600 fazendas. Além do Brasil o Geneplus exporta tecnologia para Bolívia, Paraguai, Colômbia e Angola, englobando raças zebuínas, taurinas e compostas.
Na raça Nelore, por exemplo, o programa soma cerca de 3 milhões de animais avaliados, garantindo a consistência estatística nos resultados gerados.
Leonardo Nieto, supervisor das raças zebuínas do Geneplus, diz que a validação científica convenceu o mercado produtivo. “Os criadores começaram a observar que os touros escolhidos pelo programa tinham produção muito boa e um aproveitamento muito grande. Aí começou a aumentar a procura e distribuição do sêmen. Em 15 anos, 195 touros jovens produziram mais de 94 mil filhos e 65 mil netos que estão no campo. São novos melhoradores do rebanho”.
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