LULA LIGA PARA TRUMP PARA COBRAR NEGOCIAÇÕES SOBRE O TARIFAÇO

Lula liga para Trump e cobra negociação do tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou, nesta sexta-feira (21), para o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa ocorreu em “tom cordial”, mas Lula cobrou a negociação do tarifaço imposto a produtos brasileiros, falou sobre o combate ao crime organizado e conflitos globais e ouviu de Trump perguntas sobre as eleições no Brasil.

“Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos, [Lula] afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países”, diz o comunicado oficial sobre a ligação.

Segundo informações do Metrópoles, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, procurou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, logo depois do telefonema presidencial desta sexta-feira (21) para marcar uma nova rodada de negociações entre os dois países.

De acordo com a ssessoria, Lula e Trump conversaram por uma hora e 20 minutos. O brasileiro contestou as justificativas apresentadas por Washington para o tarifaço e afirmou que as cobranças prejudicam as duas economias. Segundo o Palácio do Planalto, Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais e propôs que as equipes retomassem as discussões.

Em julho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos formalizou uma tarifa adicional de 25% contra uma série de mercadorias brasileiras. Outra cobrança, de 12,5%, foi aplicada a produtos de dezenas de países sob alegação de combate ao trabalho forçado. Nos itens alcançados pelas duas medidas, a sobretaxa pode chegar a 37,5%.

“Sobre a recente imposição de novas tarifas ao Brasil em decorrência das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o presidente Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas”, informa nota oficial da chancelaria brasileira.

Com Metrópoles e Itamaraty

Compartilhe este conteúdo:

Publicar comentário