STF REJEITA PEDIDO PARA SUSPENDER MEGA PROJETO DE POTÁSSIO NA AMAZONAS
STF rejeita pedido para suspender megaprojeto de potássio no Amazonas
Decisão de Edson Fachin mantém efeitos de decisões do TRF-1; empreendimento de US$ 2,5 bilhões prevê produzir 2,4 milhões de toneladas por ano
Gabriel Garcia, da CNN Brasil, Brasília21/08/26 às 12:20 | Atualizado 21/08/26 às 12:20
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, rejeitou um pedido que buscava suspender decisões judiciais relacionadas ao Projeto Potássio Autazes, megaprojeto de US$ 2,5 bilhões em desenvolvimento no Amazonas.
Na prática, a decisão mantém os efeitos de determinações anteriores do TRF-1( Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e afasta, por enquanto, uma tentativa de paralisação das atividades de implantação do empreendimento.
O pedido havia sido apresentado pela DPU (Defensoria Pública da União), em favor da Comunidade Indígena do Lago do Soares e da Organização de Lideranças Indígenas Mura de Careiro da Várzea.Play Video
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Entre as medidas solicitadas ao Supremo estavam a retomada de uma perícia sobre documentos utilizados no processo de consulta indígena e a paralisação de atividades de instalação, terraplanagem, supressão vegetal e outras obras ligadas ao Projeto Potássio Autazes.
Fachin julgou o pedido improcedente em decisão assinada na terça-feira (18).
O ministro entendeu que não ficou demonstrada uma ameaça grave à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas, requisito necessário para que o STF suspenda decisões judiciais por meio desse tipo de instrumento.
“Trata-se, portanto, de deliberações que não produzem, por si sós, repercussão direta e imediata sobre a ordem, a saúde, a segurança ou a economia públicas”, afirmou o ministro na decisão.
Fachin também ressaltou que o pedido de suspensão é um instrumento excepcional e não pode ser usado como substituto dos recursos previstos na legislação para contestar decisões judiciais.
Projeto de US$ 2,5 bilhões
O Projeto Potássio Autazes é desenvolvido pela Brazil Potash por meio da subsidiária Potássio do Brasil e prevê investimento pré-operacional de aproximadamente US$ 2,5 bilhões.
A companhia projeta capacidade de produção de 2,4 milhões de toneladas de potássio por ano, volume que, segundo suas estimativas, poderia atender cerca de 20% da demanda brasileira pelo insumo.
O empreendimento é considerado estratégico diante da elevada dependência brasileira de potássio importado, matéria-prima utilizada principalmente na fabricação de fertilizantes para o agronegócio.
A Potássio do Brasil recebeu em 2024 licenças de instalação para estruturas como a mina e a planta de beneficiamento. A empresa afirma atualmente estar avançando na engenharia e nas negociações de financiamento para a construção do projeto.
Em maio deste ano, a Brazil Potash também concluiu uma captação de aproximadamente US$ 63,3 milhões para avançar Autazes e financiar outras necessidades corporativas.
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