JUIZA BARRA ARCO DO TRIUNFO DE TRUMP MENOS DE UMA HORA APÓS APROVOÇÃO

Juíza barra “Arco do Triunfo” de Trump menos de uma hora após aprovação

Casa Branca busca concluir estrutura gigante em Washington para garantir o legado do presidente nos seus dois últimos anos de mandato

Sunlen Serfaty e Isabelle Khurshudyan, da CNN06/11/26 às 06:17 | Atualizado 06/11/26 às 09:25Compartilhar

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Uma juíza federal suspendeu por 14 dias a construção do arco planejado pelo presidente Donald Trump, depois que uma votação final aprovando a estrutura foi realizada na noite de quinta-feira (5), apesar da forte oposição de cidadãos que manifestaram preocupação durante uma longa audiência pública.

A Comissão de Planejamento da Capital Nacional (NCPC, na sigla em inglês), uma das duas agências federais responsáveis por supervisionar mudanças arquitetônicas e de design em Washington, deu a aprovação final para a construção do monumento de 76 metros de altura durante uma reunião virtual nesta quinta-feira. Mais de 120 cidadãos, muitos deles veteranos de guerra, fizeram fila para pedir que o colegiado barrasse o projeto.

Após mais de oito horas de depoimentos públicos, a comissão aprovou o arco por oito votos a quatro, por volta das 22h29.

Menos de uma hora depois da votação, a juíza federal Tanya Chutkan, nomeada pelo ex-presidente Barack Obama e responsável por supervisionar uma ação judicial de grande repercussão para impedir a construção, determinou que o governo Trump, réu no processo, não poderá “iniciar, realizar ou de qualquer outra forma efetivar” nenhuma atividade relacionada à construção nas proximidades do local previsto para o arco.

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Monumento de arco planejado por Donald Trump perto do Cemitério de Arlington, em Washington • US Commission of Fine Arts/Reprodução Via CNN
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Arco triunfal de Trump expõe sua visão de poder e seu legado • US Commission of Fine Arts/Reprodução

O governo Trump havia afirmado que poderia iniciar as obras imediatamente após a votação final.

Os opositores classificaram a estrutura como um projeto de vaidade de Trump e contestaram o planejamento, que não recebeu aprovação do Congresso.

A aprovação da comissão, composta por apoiadores indicados por Trump, marcou a etapa final para acelerar a execução de um dos principais projetos da iniciativa do presidente de remodelar a paisagem de Washington de acordo com suas próprias preferências. A Casa Branca tem pressa para avançar com a obra antes que um novo Congresso, controlado pelos democratas, assuma em janeiro.

Trump afirmou que o objetivo é concluir o arco antes de deixar o cargo, daqui a dois anos.

O cronograma acelerado provavelmente continuará sendo prejudicado por desafios judiciais, incluindo uma ação de grande repercussão movida por veteranos e defensores da preservação histórica. Os opositores afirmam que a dimensão e a localização do monumento prejudicariam a perspectiva visual de um conjunto de marcos nacionais que inclui o Memorial de Lincoln, a Arlington House e o Memorial a Robert E. Lee. Também argumentam que o monumento imponente comprometeria a solenidade dos funerais no Cemitério Nacional de Arlington.

Eles afirmam que o projeto é ilegal porque não recebeu autorização do Congresso e citam a Lei de Obras Comemorativas, que exige aprovação do Legislativo para a construção de novos monumentos em Washington.

Protestos nas proximidades do local ocorreram durante toda a quinta-feira. “Essa abominação monumental do ego de um homem desrespeita todos os militares enterrados ali”, afirmou o deputado democrata Don Beyer, cujo distrito inclui o Cemitério Nacional de Arlington, durante um protesto realizado na manhã de quinta-feira com a participação de veteranos e outros opositores do arco.

Antes da reunião, porém, o presidente da comissão afirmou que votaria a favor do projeto, classificando-o como um “esforço histórico” de Trump.

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