FLÁVIO E LULA BUSCA CORRIGIR ERROS EM BEBATES FINAL NA GLOBO
Flávio e Lula buscam corrigir erros em debate final
Candidatos treinam temas e posicionamento em estúdio
Danilo Moliterno, Isabel Mega e Pedro Venceslau, da CNN Brasil, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo23/10/26 às 17:20 | Atualizado 23/10/26 às 17:44Compartilhar
A estratégia buscou inviabilizar cortes e desestabilizar o presidente, mas foi repreendida em pesquisas qualitativas feitas pelas campanhas. Por isso, a ideia é que Flávio siga no ataque a Lula, mas busque ser menos agressivo.
Aliados de Flávio apostam em manter a postura de ataques, mas em fazer isso de uma maneira mais “Duda Lima”, ou seja, moderada, do “Pablo Marçal”, mais beligerante. Duda é o marqueteiro da campanha e recuperou para este debate o espaço na orientação cedido no último domingo para Marçal.
No PL, a visão é de que Lula pode buscar tentar se vitimizar e colocar em Flávio a ideia de que o senador tenta “humilhá-lo”. Aliados afirmam que há orientações de Duda Lima sobre como proceder caso esse seja o caminho adotado por Lula.
Petistas dizem que o presidente Lula foi orientado e estará mais atento ao movimento de palco, às câmeras e ao tempo das falas, algo que foi explorado pelo seu concorrente no último debate.
Na campanha do presidente Lula, a aposta é em falar de futuro e de propostas. Aliados também defendem que Lula explore investigações contra Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro e a suspeita de que Flávio é sócio oculto de bets.
Além do marqueteiro Sidônio Palmeira, Lula tem sido acompanhado de perto pelos ex-ministros Rui Costa e Camilo Santana e pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles. Já Flávio tem treinado com o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas.
Como mostrou a CNN Brasil, o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), que mostrou empate numérico entre os dois, também deve fazer com que as campanhas amenizem discussões sobre denúncias e investigações e focar em propostas para eleitores indecisos, segundo informaram fontes tanto do PT quanto do PL.
Baseados nas pesquisas também, ambos devem apostar na “onda” favorável durante o programa, com o senador apostando no histórico de surpresas da direita nas urnas, enquanto o atual mandatário deve focar nas mobilizações recentes, em especial nas redes sociais.
A CNN mostrou também que, sobre polêmicas, Flávio deve contar com o apoio de Mário Rosa para responder a questões como suas relações com o advogado Willer Tomaz e o banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga suspeitas de que a relação entre o senador e Willer Tomaz envolva uma sociedade oculta em negócios de apostas esportivas.
Já do lado do presidente, o petista pode ser questionado sobre o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a relação com a lobista Roberta Luchsinger. Caso seja questionado, Lula foi orientado a afirmar que a atuação dela está sendo investigada pela Polícia Federal, sem entrar em detalhes.
Outro ponto que deve ser explorado por Lula e Flávio é a chamada “estratégia Google” para tentar aumentar a rejeição do adversário. A ideia é que, ao longo do embate, os dois candidatos a presidente estimulem o eleitor a fazer buscas sobre episódios polêmicos ou indícios de irregularidades.
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