COTAÇÃO DE CREDITO CARBONO

Mercado de Carbono: Quanto vale a tonelada do “ar limpo” no Brasil e no mundo hoje?

O mercado global de crédito de carbono está em plena ebulição. Se você acha que o ar puro não tem preço, saiba que o mercado financeiro discorda — e paga muito bem por ele. Dividido entre as regras rígidas dos governos e a boa vontade das empresas, o valor da tonelada de carbono pode variar de um almoço executivo a uma viagem internacional.

Secom, pegue o seu café e confira como as bolsas e o mercado de capitais estão precificando o futuro do planeta hoje.


O Tabuleiro Internacional: Onde o Carbono é Lei

Nos chamados mercados regulados, onde os governos obrigam as indústrias poluidoras a pagar pelo que emitem, os preços estão nas alturas:

  • Europa na Liderança: No mercado regulado europeu (EU ETS), o mais maduro do mundo, a tonelada de carbono (tCO₂e) é negociada na bolsa entre €78 e €79.
  • Reino Unido: Segue o ritmo europeu, com contratos oscilando entre £45 e £75 por tonelada.
  • Estados Unidos: Na Califórnia, o preço mantém estabilidade firme, cotado entre US$ 35 e US$ 50.
  • China: O maior mercado em volume físico do planeta opera com taxas mais modestas, entre ¥70 e ¥120 por tonelada.

O Mercado Voluntário: A Lei da Qualidade

Para as empresas que compram créditos por iniciativa própria para “limpar a barra” com os consumidores, o preço varia de acordo com a tecnologia usada para sumir com o gás poluente:

  • Créditos da Natureza (Florestas e Agro): Projetos que evitam o desmatamento (como o REDD+) são negociados entre US$ 5 e US$ 25 por tonelada.
  • Tecnologia de Ponta (Remoção Direta): Máquinas que aspiram o carbono do ar e o enterram no subsolo geram os créditos mais caros do mundo, superando US$ 150 por tonelada, podendo passar de US$ 500.

E o Brasil? A Superpotência Verde Desperta

O Brasil está prestes a se tornar o maior exportador de créditos de carbono do planeta, graças à nossa gigantesca cobertura florestal e força do agro sustentável.

O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) está criando as regras do nosso mercado interno regulado. Especialistas estimam que, quando o mercado nacional estiver rodando a pleno vapor, a tonelada do carbono brasileiro deve estrear valendo entre US$ 30 e US$ 60.

Por enquanto, na nossa bolsa de valores (B3), o investidor pessoa física e jurídica dita o ritmo através do Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3), que premia as ações de empresas de capital aberto que poluem menos. No mercado de capitais, quem tem projeto sustentável consegue juros muito mais baratos e atrai bilhões de fundos internacionais de investimento.

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