LULA APÓS JANTAR COM EMPRESÁRIOS AVALIA CONFER~ENCIA COM EMRESÁRIOS EM SÃO PAULO
Após jantar, Lula avalia conferência com empresários em São Paulo
Petista se reúne com grupo seleto de executivos nesta segunda-feira (31), mas aliados já planejavam encontro maior em setembro
Isabel Mega e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Brasília31/08/26 às 13:41 | Atualizado 31/08/26 às 13:41Compartilhar
empresários. A organização envolve o grupo Prerrogativas, do advogado Marco Aurélio de Carvalho, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, e o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa.
As duas agendas caminhavam de maneira separada, com o objetivo de reduzir as resistências do PIB brasileiro à candidatura petista. O setor privado segue cético sobre a chance de Lula promover um ajuste fiscal capaz de estabilizar a dívida pública em um eventual quarto mandato.
O principal adversário de Lula até este momento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se reuniu com banqueiros na última semana. O encontro acendeu sinal de alerta entre petistas e até gerou incômodo entre aliados do presidente responsáveis pela interlocução com o setor privado.
Faria Lima cética
As principais casas do centro financeiro medem o ceticismo do mercado com o programa de Lula, especialmente a partir da curva de juros. Os investidores negociam títulos e contratos de juros futuros com base em sua expectativa para a economia.
Acontece que, há meses, a curva de juros pouco se altera. E a leitura de analistas é de que os acenos não convenceram o mercado. Os principais agentes financeiros do país seguem trabalhando com um cenário em que Lula é marginalmente favorito às eleições de 2026.
Lula definiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, como seu principal emissário para o diálogo com a Faria Lima. E o chefe da economia no governo vem sinalizando um eventual Lula 4 de responsabilidade e até aperto no atual arcabouço fiscal.po
Durigan entrou em campo após a campanha de Lula desautorizar Sérgio Gabrielli, coordenador do plano de governo petista, para a interlocução. O ex-presidente da Petrobras defende que a crescente dívida do país não tem como principal vilão os gastos primário da União, mas especialmente os juros altos.
Gabrielli seguiu à frente do plano de governo, documento que, em sua versão final, defende a manutenção do arcabouço fiscal e o controle do aumento do gasto primário. Paralelamente, contudo, o economista seguiu publicando artigos em que critica o “arrocho” nas contas públicas.
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