AGRO PODE SE TORNAR MOEDA DE TROCA NO ENCONTRO DE XI JINPING E
Agro pode se tornar moeda de troca no encontro de Xi Jinping e Donald Trump
Presidente do maior parceiro comercial do Brasil chega hoje aos EUA; possível acordo entre os dois líderes pode alterar rotas de exportação e impactar preços da soja brasileira
Juliana Camargo, da CNN Brasil, São Paulo23/09/26 às 10:50 | Atualizado 23/09/26 às 21:58
O presidente chines Xi Jinping desembarca nesta quarta-feira (23) nos Estados Unidos, quase dez anos depois de sua última visita. Entre temas como terras raras, inteligência artificial, minerais críticos… o encontro com Donald Trump coloca também o agronegócio, e principalmente a soja, entre temas na mesa de negociações.
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O que for decidido essa semana terá o poder de redesenhar rotas de exportação, mexer com os preços nas bolsas internacionais e redefinir a participação da produção brasileira no comércio da oleaginosa.
A nova cúpula acontece quatro meses depois dos dois líderes se encontrarem em Pequim, que terminou sem grandes avanços comerciais na pauta agro.
O maior parceiro comercial do Brasil chega mais forte a esse novo encontro em solo norte-americano. Aumentar as compras de grãos pode ser a moeda de troca para a China que quer previsibilidade na relação econômica e um compromisso político mais sólido de Trump.
Ao criar barreiras comerciais para a China, Trump desagradou os agricultores norte-americanos que dependem do país asiático como cliente. Os produtos agrícolas representam uma fatia expressiva das exportações para o mercado chinês, antes da guerra comercial se acirrar, com faturamento de US$ 29 bilhões em 2024.
Brasil saiu ganhando na guerra comercial de EUA X China
Há exatos dez anos, a China comprava a soja brasileira e norte-americana em proporções praticamente iguais, 50% de cada. A relação começou a mudar durante o primeiro governo de Donald Trump. Com as retaliações comerciais os chineses passaram a olhar e adquirir mais soja brasileira.
Das quase 180 milhões de toneladas de soja produzidas pelo Brasil em 2025, cerca de 80 milhões de toneladas foram para a China, segundo dados da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).
Dados divulgados pela Administração Geral de Alfândegas Chinesa mostram que, no acumulado de janeiro a agosto desse ano, as importações de soja dos EUA despencaram 34%. Enquanto as vendas de soja do Brasil cresceram 5% no mesmo período, alcançando 55,14 milhões de toneladas.
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