PT E PL CHEGAM A CONVENÇÕES SEM APOIO DO CENTRÃO

Sem apoio do Centrão, PT e PL chegam a convenções com coligações encolhidas
Legendas de centro optam por fortalecer bancadas e fugir de polarização; PL perdeu apoio de PP e Republicanos, enquanto PT falhou em renovar alianças com Solidariedade e Avante
Emilly Behnke e Lorenzo Santiago, da CNN Brasil28/07/26 às 04:01 | Atualizado 28/07/26 às 04:01
O senador Flávio Bolsonaro (PL), à esquerda; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à direita • Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado
Partidos do centrão têm consolidado a intenção de adotar uma estratégia de neutralidade no primeiro turno. As legendas de centro buscam se distanciar da polarização entre PT e PL, que devem ter coligações menores na comparação com 2022.
Apesar de haver um postulante do próprio centrão, as siglas do grupo também não abraçaram a pré-candidatura de Ronaldo Caiado, do PSD. Em vez de se envolver diretamente na disputa nacional, a prioridade do centrão é fortalecer as bancadas da Câmara e do Senado.
Para isso, os partidos evitam estar vinculados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a Flávio Bolsonaro (PL). Os dois pré-candidatos à Presidência são os nomes com mais apoio nas pesquisas eleitorais e também com as maiores rejeições.
Na última semana, a cúpula da federação formada por PP e União Brasil decidiu não estar em nenhum palanque nacional. O Republicanos e o Podemos também caminham para uma posição de neutralidade, como mostrou a CNN.
O cenário é diferente de 2022. Naquela ocasião, Jair Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de PP e Republicanos antes das convenções – algo que não deve se repetir neste ano. Na época, Lula teve o endosso de uma frente de centro esquerda. Agora, sua aliança perdeu o Avante e o Solidariedade.Play Video
O Prós, que esteve com o petista em 2022, foi incorporado pelo Solidariedade e é outra baixa.
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