LULA E FLÁVIO COM SEUS ALTOS E BAIXOS

Política

Pesquisa revela oscilação entre Lula e Flávio Bolsonaro no público jovem

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Faixa entre 16 e 24 anos vira alvo da disputa eleitoral; partidos buscam se adaptar à linguagem das redes sociais

Jovem Pan11/07/2026 às 10h38

Flávio Bolsonaro e LulaReprodução

A disputa eleitoral está com os olhares apontados para os jovens eleitores de 16 a 24 anos, um segmento mais indeciso e em busca de alternativas que virou terreno estratégico para as campanhas de direita e esquerda. Pesquisas recentes apontam uma oscilação nesse público: a campanha de Flávio Bolsonaro, que liderava no segmento, sofreu perda de votos, enquanto a de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou crescimento.

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Para atrair essa fatia volúvel do eleitorado, ambos os lados apostam dinamicamente em memes, músicas e “dancinhas” nas redes sociais, embora analistas apontem que o candidato Renan Santos (do Missão/MBL) venha capitalizando forte nesse nicho com um discurso focado em reformas econômicas.Play Video

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No entanto, a relação da juventude com a política foi profundamente transformada pelas redes. Um estudo qualitativo com eleitores de 21 a 34 anos revelou que o algoritmo das plataformas tem isolado os jovens em bolhas digitais, gerando intolerância a opiniões divergentes e intensificando a polarização. Além disso, para preservar a saúde emocional e fugir de conflitos, muitos jovens têm filtrado informações e evitado debates, sob a justificativa de que “brigar cansa”. Esse isolamento empobrece o debate público e afasta a juventude da política real.

Projeções baseadas em dados do TSE indicam que o alistamento eleitoral de jovens de 16 e 17 anos deve atingir em 2026 o menor patamar desde 2014, caindo para menos de 2 milhões de títulos emitidos — um recuo drástico frente aos 2,5 milhões de 2022.

Com a abstenção e os votos brancos e nulos historicamente altos, comentaristas alertam que a polarização serve apenas para retroalimentar os políticos, enquanto o eleitor comum se sente usado como massa de manobra.

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